quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

14-jan-2010 – BARILOCHE ...ENFIM A NEVE

Finalmente, chegamos à tão esperada Bariloche e, tão logo chegados, nos dirigimos ao Cerro Catedral, que é onde se pode ver, sentir, pisar, pegar, cheirar e até comer, se quiser, a ansiosamente esperada NEVE. Para isso, sai-se da cidade, às margens do Lago Nahuel Huapi, que está a 700 m de altitude, indo-se até onde está a estação do teleférico, a 1050 m. Daí, de teleférico fechado por um trecho e por teleférico aberto por outro trecho, chega-se aos 1850 m de altitude.

E aí, nossos heróis Bruna e João, depois de uma leve prática de montanhismo para aquecer, puderam se esbaldar na neve: primeiro tateando, vendo como é, depois pisando, em seguida fazendo bolas e jogando um no outro para, finalmente, praticarem o famoso ESQUIBUNDA.

Agora, vamos a um passeio pelo centro, com as compras de presentes, encomendas, lembranças, recuerdos, uma festa...

13-jan-2010 – ESQUEL E O TREM PATAGÔNICO

Esquel é na verdade uma estação de esqui, com uma bela cidade a lhe dar suporte. Arquitetura de molde suíço, planejamento urbano impecável, muito limpa e organizada, um primor. Como programado, às 14 horas estávamos a postos na estação para o passeio de trem, com duração de 3 horas, ida e volta, até Nahuel Pan, uma vila indígena nas cercanias da cidade. Lá ainda residem descendentes dos antigos Mapuches, índios primitivos desta região. Além da beleza estonteante da paisagem que se vê pelo caminho, a vila de Nahuel Pan é muito interessante, com comercio de artesanato e museu de costumes regionais.

12-jan-2010 – RUMO AO OESTE



Saimos de Trelew rumo a Esquel e Bariloche ainda na tarde do dia 11, tendo pernoitado na localidade de Las Plumas, na Ruta 25, com muito frio. No dia 12 seguimos, já com dificuldades de suprimento de diesel, ate Esquel, onde permanecemos cativos, tendo em vista uma greve dos petroleiros, cujo resultado e a falta de combustíveis nos postos, o que esperamos se normalize no dia 13, para então podermos seguir. Para piorar a situação, trafegamos com vento frontal de 80 km/h, rajadas de 120 a 130 km/h, o que, alem de dificultar terrivelmente a dirigibilidade do Commander, implica brutal aumento de consumo.
De destacar-se a riqueza de paisagens com que n os defrontamos no caminho: salinas, lagos salgados, rochedos de cores as mais variadas, escarpas, estepes, vales verdes por onde passa o Rio Chubut. A Lilian se esbaldou em tirar fotografias.
Enquanto isso, temos planejado para o dia 13 um passeio de trem em Esquel, de que daremos noticias em outra edição. Por ora, nos hospedamos no Camping Millalen, em Esquel, do amigo Mario, nosso antigo conhecido da viagem de 2005.

11-jan-2010 – PUNTA TOMBO, 1 MILHÃO DE PINGUINS



No deslocamento da Península Valdés, onde estivemos hospedados no Camping Municipal de Puerto Piramide, para Punta Tombo, passando por Trelew, além das paisagens patagônicas sensacionais, tivemos oportunidade de nos defrontar com inúmeros animais característicos da região, como o Ñandu, lebres e o incomparável Guanaco, um camelideo sulamericano que povoa toda a Patagônia.
Depois de um trecho final de uns 20 km de rípio, nome que se dá às estradas não asfaltadas, comendo muito pó, chegamos à Reserva de Punta Tombo, a maior pinguineira do mundo onde, justamente nesta época do ano se reunen cerca de 300 mil casais de pingüins para aí fazerem seus ninhos e terem seus filhotes. A gente passeia por toda a extensão desse paraíso, praticamente tropeçando nos pingüins.
Na volta de Punta Tombo para Trelew, visitamos o Museo Paleontológico de Trelew, cuja especialidade é a pesquisa e catalogação de achados paleontológicos da Patagônia.

10-jan-2010 – PENÍNSULA VALDÉS, PARAÍSO ECOLÓGICO




A Península Valdés constitui-se num dos sítios ecológicos de maior importância do planeta, tendo em vista sua localização – latitude 42º - e os fenômenos que ali ocorrem. É constituída por 2 golfos: o norte, denominado Golfo San José, por onde entra, aí terminando, a Corrente do Brasil, com águas cálidas, nutrientes, fauna e flora característicos; e o sul, denominado Golfo Nuevo, recebe as águas de Corrente Antártica, fria e com nutrientes, fauna e flora completamente distintos da primeira. Essa “mistura”, esse “caldo”, por assim dizer, acaba se constituindo num habitat extremamente variado e interessante: colônias de leões marinhos, elefantes marinhos, orcas, pingüins, cormoranes e uma infinidade imensa de outras espécies e variedades.
E foi nesse verdadeiro paraíso que desfrutamos de um inesquecível passeio marítimo, a bordo do catamarã Watching Whales, ocasião em que, alem de vermos de perto várias colônias de leões marinhos que, justamente nessa época do ano estão em processo de cria e acasalamento (as duas coisas acontecem de forma simultânea!), tivemos oportunidades (só as crianças, pois os avós pipocaram) de participar de uma sessão de mergulho com snorkel que ficará para sempre gravada na memória dos participantes. Com a temperatura da água por volta dos 15º C, os mergulhadores utilizaram trajes de neoprene, que lhes proporcionou a devida proteção isotérmica. A sessão terminou com mergulhos a partir de um escorregador existente no catamarã. Foi sensacional.